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Leia aqui um trecho de "versos famintos", de Renata Souza:

 

Um Blues

 

Desassociando da realidade que lhe imputava

Pudicos comportamentos,

Ela, desidratada, buscava saciar essa sede

Em seus voluptuosos pensamentos.

 

Corpo em febre,

Pele arrepiava,

Uma boca quase dormente,

Outras bocas com ânsia procurava.

 

Nesse lance, nesse transe

Que lhe transcendia,

Ela exalava solidão

Umidificando poesia.

 

Descascada de qualquer pudor,

Já repudiava esse tipo romântico de amor

Que já não a enganava.

Já madura, o seu corpo entendeu

E a Mulher independente sua mente obedeceu.

 

Sombras, tramas e paisagens que o desejo teceu:

Um dia seu amante era Lancelot, no outro Romeu.

Vikings viris, cantores egóicos de barzinho,

Lenhadores e motoristas de aplicativos cheios de carinho.

 

Domadores de leões e mágicos circenses,

Homens elegantes, homens simples,

Mas todos indecentes.

O melhor: sem se preocupar com final,

Pois ela comia de tudo no seu espaço liminal.

versos famintos, de renata souza

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  • Renata Souza é escritora e poetisa olindense, formada pela UFPE. Com uma produção versátil, transita entre a poesia e a literatura infantojuvenil. É autora da coletânea poética Contiguidade Bloqueada (2022) e de títulos infantis de destaque, como Princesa Mililica (Ed. Prazer de Ler), Para João e o Menino que não sabia brincar. Em 2025, ingressou no gênero de fantasia com o

    romance Cally e a Guerra em EntreMundos. Sua escrita é marcada pelo afeto e pela exploração de novos mundos, buscando sempre a conexão profunda através das palavras.

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