Leia aqui um trecho de "vozes que ecoam do itabira", de Rebeca Dioliver:
Houve uma vez, que nossa comunidade foi celebrar na localidade conhecida como Buraca, neste dia enchemos uma van. Após a celebração a diversão era os botecos da região e o forró da festa da igreja.
Neste dia Seu Rapaz vestido todo de branco, dançou tanto, suou tanto, que na volta para casa, sua roupa estava toda amarela de tão empoeirada, devido ao forró que ele dançou.
vozes que ecoam do itabira, de rebeca dioliver
Dandara Dias de Oliveira é historiadora, professora de História, Geografia e Ensino Religioso, artista e agente cultural conhecida como Dandara Cult. Mulher negra, estudiosa do feminismo negro, atua na interseção entre educação antirracista, memória ancestral e cultura comunitária. Filha de lavradores, é da comunidade rural Pedra do Itabira (Cachoeiro de Itapemirim–ES), território que circunda o MONAI – Monumento Natural do Itabira, cuja preservação socioambiental integra suas bandeiras de luta. É imortal da Academia Cachoeirense de Letras (ACL) e escreve sob o pseudônimo Rebeca Dioliver. Atua como Assessora Técnica da Comissão de Justiça e Paz da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, coordenando o GT de Educação, e Coordenadora Diocesana da Pastoral Afro-Brasileira. Idealiza e conduz projetos de turismo cultural de resistência, educação patrimonial e escrevivência. Proprietária do Centro Cultural Dandara, que compõe o Museu Comunitário Caboco Josias e a Biblioteca Comunitária Lydia Rosa. Defende a história local como ferramenta de pertencimento, a oralidade como patrimônio vivo e a arte como prática emancipadora.
