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Leia aqui um poema de "vão", de Natanel dObaluae:

 

pai-nosso

 

creio no poema, todo poderoso,

entranhado no universo e nas terras

 

e no percebido, único fio, nosso sentir

creio nos olhos da dúvida;

no nascido injustiçado do

ventre rompido.

no que caminha suave nos estrumes da terra;

no que sente a fome da palavra;

no que vira poeta poeta poeta;

demos as costas à direita

esqueçamos o deus massacrante que

condena o nosso e liberta os falsos.

 

descreio do discurso de amar;

descreio do discurso do homem;

descreio da igreja caótica;

do homem homem

muito homem.

 

desconfio de anjos

e da podre comunhão

entre santos!

ãn-mem.

vão, de natanael dObaluae

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