Leia aqui um trecho de "à sombra da luz de prata - o inexistente e outras poesias", de André Victor:
Luz de Luna
No silêncio da noite em bruma,
O desejo desperta, me consuma.
Em cada suspiro, uma voz se insinua,
Chamando-me, suave, como a espuma.
O coração, em chamas, flutua,
O coração em fogo, se inflama,
Pelo desejo que a alma perfuma.
Pelo desejo que a alma derrama.
Nas sombras, a paixão continua,
Nas sombras, a paixão se insinua,
Como uma chama que sempre ilumina.
Como uma luz que sempre aclama.
No horizonte, a lua se apruma,
Guiando-me à dança, uma e uma.
Cada passo, uma estrela reluz,
E o desejo me prende, me conduz.
Por entre sombras, a alma ruma,
Em busca de um amor que inflama.
Em busca de amor que nunca emana.
Na luz sutil que o céu refaz,
Na luz sutil que o céu produz,
A noite é um véu de puro jazz.
A noite é um véu que ao corpo chama.
E no final dessa doce penumbra,
Meu único desejo é dançar, à luz de luna.
à sombra da luz de prata - o inexistente e outras poesias, de andré victor
Graduando em Letras Português, possuo forte ligação com o fazer poético. Comecei a escrever cedo, ainda criança, criando histórias e versos. Natural de Campina Grande - PB, trago em minha escrita experiências entre o litoral e o interior. Interessado pelas artes, pratiquei desenho e pintura, mas hoje me volto principalmente à poesia, buscando expressar o ver, o pensar e o sentir. Com o objetivo de abrir caminho para os próximos. Entre mangás, filmes e videogames, reuni nesta coletânea textos guardados por um bom tempo, apresentando aos leitores um dos meus olhares sobre o mundo.
